quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Um novo Tottenham se consolida

Um dos times que menos perdeu na temporada, o Tottenham fecha 2015 dentro da zona classificatória para a Champions League. Jogando um futebol ofensivo, valorizando a posse de bola e agredindo o adversário, o clube londrino conseguiu expressivos resultados como a goleada em cima do City por 4 a 1 ou o atropelo contra o West Ham, rival londrino, pelo menos placar.

Mas como o clube londrino conseguiu chegar a esse estágio? É o que tentaremos explicar aqui com breves pontos que justificarão a campanha.

Arrumando a casa

Para entender o atual momento dos Spurs é preciso voltar a agosto quando a torcida, dirigentes e, principalmente, Pochettino tentavam imaginar o que fazer no mercado para trazer o Tottenham de volta ao bom futebol. O plantel em questão não agradava e enquanto todo mundo pensava em reforçá-lo com urgência, o comandante argentino tratou de liberar quem não fazia parte dos seus planos. 

Soldado rumou ao Villarreal por 16 milhões de euros, Paulinho para o Guangzhou por 14, Capoué e Stambouli para Watford e PSG, respectivamente, por 9 foram as principais saídas. Ainda deixaram o clube Chiriches, Holtby, Lennon e Kaboul.

Paulinho e Soldado custaram, juntos, 35M de libras ao Totenham. Foram vendidos por 21, em agosto. (Reprodução)
Em paralelo às saídas, o clube se movimentava timidamente. Os Spurs perdiam tempo sondando Berahino em uma negociação que não se concretizou. Ainda irritados, os torcedores eram obrigados a se satisfazer com chegadas contestadas. Son parecia caro: 30 milhões de euros foram gastos no coreano. Alderweireld custou 16 junto ao Atlético de Madrid. N'Jie chegou pertíssimo da janela fechar por 14. Wimmer, zagueiro que ainda não emplacou, 7 e Trippier, destaque do rebaixado Burnley, quase 5. De positivo, apenas a lembrança que a janela não significou grandes gastos, notícia excelente para quem pensa em construir seu novo estádio.

Son: Contratação mais cara da janela. (Fox Sports)
É o que temos, então vamos lá!


Após limpar o elenco, o clube precisava fazer acontecer com as peças que tinha em mãos. Cercado por desconfiança, coube a Pocchetino trazer o time de volta ao cenário de destaque. 

O trabalho de ajuste foi gradativo e contou com a crescente de jogadores que antes estavam apagados, como Dembele e Lamela, o surgimento de Dier como primeiro volante e a afirmação de Dele Alli como uma das grandes revelações do campeonato.

Kane começou mal a temporada, mas cresceu e já aparece como arthileiro da equipe. Além disso, o elenco parece aceitar a baixa rotatividade em detrimento da qualidade de jogo. Son é o jogador mais caro da janela e não reclama da reserva (decide alguns jogos que entra). N'Jie, também contratado, não obteve grandes minutos e Trippier está no mesmo cenário. 

Formação

O time entra em campo com um 4-1-4-1 em que a ordem é não ficar parado. A zaga é formada pelos belgas Vertonghen e Alderweireld que dividem a defesa com Walker e Rose. 

Subindo menos e coordenadamente, não sobrecarregam tanto o "carregador de piano" Dier, grata surpresa. O jovem inglês foi lateral e zagueiro na última temporada e agarrou muito bem a chance de ser titular da equipe na nova posição. Nas pontas, sem novidades nos nomes de Eriksen e Lamela porém, o que mudou no setor foi o desempenho dos pontas, contribuindo bem mais para o jogo. 

Para fechar, Dembele e Alli mudam de posições freneticamente e volta e meia aparecem na área para definir jogadas ou servir Kane, grande destaque da equipe até então.

Até onde pode ir esse Tottenham? Ninguém sabe. As últimas temporadas mostraram que não é certo acreditar piamente, mesmo na melhor fase. Porém, há muito não se via um time tão lúcido do que faz na cancha, mostrando que qualquer time é perfeitamente ajustável na mão de um treinador competente e jogadores que compram as suas ideias.

Gostou? Então deixa seu like. Aproveita outros posts que nós temos e até a próxima.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Os 10 jogadores mais valiosos da América do Sul

Fim de ano e esse sentimento de retrospectiva fica em todos os lugares. No IDB tenho desenvolvido algumas postagens neste sentido. Então, decidi observar os valores de jogadores de uma região específica do planeta.

O lugar escolhido foi a América do Sul, lugar onde Argentina e Brasil lideravam facilmente um ranking de melhores jogadores, entretanto a atual realidade é outra e há uma diversidade interessante no continente. Vamos ao Ranking e seleção (todos os valores do Transfer Markt, site especializado em valores):


10º - Arturo Vidal (Chile) - Bayern de Munique - € 42 milhões de euros

O volante chileno Vidal deixou a Juventus e partiu para o Bayern com a intenção de somar mais títulos para a carreira, atualmente tem 28 anos.


9º - Cavani (Uruguai) - Paris Saint-Germain - € 42 milhões de euros

O atacante uruguaio Cavani se destacou pelo Napoli da Itália e hoje atua pelo Paris Saint-Germain. Tem 28 anos e foi avaliado em 42 milhões de euros.


8º - Gonzalo Higuaín (Argentina) - Napoli € 47 milhões de euros

O atacante argentino de 28 anos deixou o Real Madrid pelo desafio de jogar no Napoli, conhecido por alguns gols perdidos pela seleção, mas sempre fazendo gols pelos seus clubes. 


7º - Angel Di Maria (Argentina) - Paris Saint-Germain - € 50 milhões de euros

O meia argentino de 27 anos foi campeão de tudo pelo Real Madrid, vestiu a camisa do Manchester United de forma rápida e já está no PSG da França. É avaliado em 50 milhões de euros.


6º - Alexis Sanchez (Chile) - Arsenal - € 50 milhões de euros

O atacante velocista de 27 anos está jogando pelo Arsenal e é destaque na Premier League. Alexis é avaliado em 55 milhões de euros.


5º - Kun Agüero (Argentina) - Manchester City - € 60 milhões de euros

Com 27 anos, Agüero está atuando pelo Manchester City e já foi protagonista de diversos torneios. Avaliado em 60 milhões de euros.


4º - James Rodriguez (Colômbia) - Real Madrid - € 80 milhões de euros

24 anos e um quarto lugar no nosso ranking, único representante do Real Madrid e da Colômbia. O meia de criação tenta se estabilizar no clube, na seleção é protagonista. 80 milhões para levar o James.


3º - Luís Suárez (Uruguai) - Barcelona - € 90 milhões de euros

Entrou no top 3 o atacante do Barcelona, que honrou a camisa do Liverpool e em seguida foi campeão de tudo com o Barça. Terceiro valor da América pra ele.


2º - Neymar (Brasil) - Barcelona - € 100 milhões de euros

23 anos e um segundo lugar de jogador mais valioso da América, atua também pelo Barcelona e é o único representante do Brasil no Top 10.


1º - Messi (Argentina) - Barcelona - € 120 milhões de euros

Sem mistérios para o jogador mais valioso do mundo e da América. 28 anos e a responsabilidade de trazer bons resultados para a sua seleção, já que no clube já foi campeão de tudo.

Nota

Incrível como o nosso cenário mudou, são 10 jogadores e apenas 1 é brasileiro, vivemos outra época, não há dúvidas. Argentina com quatro, Uruguai com dois, Chile com dois e Colômbia com um. Claro que não há comparação, colocando 100 jogadores o Brasil e a Argentina dominaria facilmente, mas o brilho atualmente não é do Brasil.

Seleção

Agora imagina uma seleção da América do Sul, eu contei com a ajuda (mais uma vez) do meu amigo Matheus Silveira para montar uma seleção e olha no que deu, se vira Simeone (clique para ampliar):


Técnico: Simeone (Argentina)
Cláudio Bravo (Chile)
Mascherano(Argentina) e Godín (Uruguai)
Cuadrado (Colômbia) e Marcelo (Brasil)
Vidal (Chile) e James (Colômbia)
Dí Maria (Argentina), Messi (Argentina) e Neymar (Brasil)
Suárez (Uruguai)

Obrigado pela leitura, espero você nos próximos posts. E se gostou do post é só deixar o curti e algum comentário sobre o tema. Saudações.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A safra é tão ruim assim?

Muito se comenta atualmente sobre as atuações da Seleção Brasileira. Isso ocorre nos mais diversos locais, seja naquela pelada entre amigos, na mesa de bar ou em programas de televisão. Se pararmos para analisar o conteúdo desses comentários, a maioria deles são de insatisfação em relação às atuações da pentacampeã mundial. E isso não é de hoje. A seleção apresenta um futebol pobre há muito tempo e o ápice da decadência da seleção canarinha foi o sonoro 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Os 7 a 1 escancararam a crise técnica e, sobretudo, administrativa do futebol brasileiro. Entrando no mérito técnico, muito se discute sobre a nova geração dos jogadores da seleção brasileira, enquanto se exalta em clima de nostalgia, grandes jogadores que vestiram a amarelinha, como Ronaldo, Romário, Adriano, Roberto Carlos, Ronaldinho e tantos outros. Mas será que a geração atual é tão ruim assim?

Romário é um dos grandes jogadores da história da Seleção Brasileira
A grande estrela da Seleção Brasileira e um dos grandes jogadores do futebol mundial é o atacante Neymar, que a cada dia vem provando no Barcelona que é o grande jogador que surgira anos atrás. Porém, existem outros jogadores que aparecem como bons nomes para compor o elenco da Seleção: Willian, Phillipe Coutinho, Marquinhos, Douglas Costa. Esses jogadores junto com outros mais experientes como Miranda, Marcelo e Thiago Silva, que apesar do episódio do choro contra o Chile nas oitavas de final da Copa do Mundo, é um dos melhores zagueiros do mundo e merece continuidade na seleção, podem formar um conjunto sólido. Existem possibilidades também na seleção olímpica, que vai defender a seleção nos Jogos Olímpicos de 2016. Felipe Anderson, Rafinha Alcântara e Gabriel Barbosa, o Gabigol, podem receber chance em um futuro próximo.

Neymar é a esperança de dias melhores para a Seleção Brasileira

O grande problema é que não se consegue transformar qualidades individuais em um conjunto que flua e dê resultado. É inegável que nos clubes esses jogadores têm boas atuações, mas com a camisa amarela, muitos deles não conseguem ter a mesma eficiência. Isso reflete o comando técnico ruim da Seleção Brasileira. O nome de Dunga surgiu mais uma vez para treinar a equipe, mas as atuações foram pouco convincentes até agora. Além disso, várias convocações questionáveis, que incluem jogadores de qualidade duvidosa, enquanto bons jogadores são preteridos. É preciso implementar uma nova filosofia que vem desde o comando geral da CBF, dando suporte e autonomia para que surjam novas ideias no comando técnico e consequentemente, os resultados dentro do campo apareçam.

Na sua segunda passagem pela Seleção, Dunga ainda não é unanimidade entre os torcedores brasileiros

É unânime o peso da camisa da Seleção Brasileira, mas tradição sozinha não ganha jogo. É preciso mostrar dentro de campo as qualidades de um pentacampeão mundial. Espera-se que haja uma mudança drástica no nosso futebol em todos os escalões, para que a amarelinha seja mais uma vez sinônimo de alegria para o tão fanático torcedor brasileiro.

Faça parte do nosso grupo de discussões no Facebook, basta clicar aqui e solicitar aprovação.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Os 10 reforços que não vingaram em 2015

Olá amigos, tudo bem? Neste post quero trazer pra vocês a expectativa versus a realidade de contratações dos clubes brasileiros para o ano de 2015, trouxe um simples TOP 10 para ilustrar bem isso, antes de irmos para a lista ~ tenha consciência que estou falando de 2015 e que isso não impede do atleta virar o jogo em 2016, até torcemos por isso ~


10º - Sherman Cárdenas (Atlético Mineiro)

Pra começar a lista, o colombiano Cárdenas, contratado pro Atlético Mineiro com status de grande reforço, vindo do Atlético Nacional. Acabou não sendo utilizado e foi dispensado no início de dezembro.

Libertadores: 4 jogos (1 titular / 4 suplente utilizado) - 147 min jogados de 360 possíveis.
Campeonato Brasileiro: 17 jogos (3/14) - 347 min/1530 min
Campeonato Mineiro: 8 jogos (6/2) - 402 min/720 min


9º - Cleiton Xavier (Palmeiras)

Contratado com expectativa de repetir boas apresentações do passado, Cleiton Xavier assinou contrato de produção (ainda bem pro Palmeiras) no início do ano, mas acabou se machucando muito, jogou pouco e não produziu, chegando a ficar 100 dias sem jogar pelo Palmeiras, nona posição pra ele. Cleiton já prometeu que 2016 será diferente.

Campeonato Brasileiro: 10 jogos (2 titular / 8 suplente utilizado) - 303 min jogados / 900 min possíveis
Copa do Brasil: 3 jogos (2/1) - 185 min/270 min - 1 gol
Campeonato Paulista: 4 jogos (0/4) - 156 min/360 min


8º Réver (Internacional)

Contratado para ser xerife da zaga, Réver não vingou como o esperado. O zagueiro até jogou muitas partidas pelo Internacional e marcou seus gols, mas não apresentou o mesmo futebol que o fez ganhar prêmios e torneios pelo Atlético Mineiro. Réver é o oitavo da nossa lista. 2016 é ano de dar a volta por cima pelo Inter.

Libertadores: 6 jogos (3 titular / 3 suplente utilizado) - 281 min jogados / 540 min possíveis - 1 gol 
Campeonato Brasileiro: 17 jogos (16/1) - 1307 min/1530 min - 2 gols 
Campeonato Gaúcho: 7 jogos (7/0) - 630 min/630 min
Copa do Brasil: 2 jogos (2/0) - 180 min/180 min


7º Pablo Armero (Flamengo)

O Flamengo conseguiu o empréstimo do lateral esquerdo Armero, usou o marketing pra dizer que era jogador de Copa do Mundo, mas a verdade é que ficou no papel e nas artes de publicidade. O lateral quase não atuou e quando o fez, não conseguia encontrar ritmo, muito lento e fora de forma. Agora voltou pra Itália e postou mensagem pedindo desculpas aos rubro-negros.

Campeonato Brasileiro: 4 jogos - (4 titular /0 suplente utilizado) - 295 min jogados/360 min possíveis
Copa do Brasil: 1 jogo (1/0) - 90 min/90 min


6º - Marcelo Cirino

Depois de um bom ano no Atlético Paranaense, Cirino fechou com o Flamengo e começou muito bem, fez muitos gols no Campeonato Carioca, aumentando ainda mais a expectativa sobre ele. Mas logo caiu de rendimento e começou a flertar com o banco de reservas, finalizou o ano com um episódio negativo extra campo e quase foi dispensado, mas Muricy Ramalho vai apostar no atacante pra 2016, outra chance para ele.

Campeonato Brasileiro: 21 jogos (10 titular/11 suplente utilizado) - 1080 min jogados/1890 min possíveis e 1 gol marcado
Copa do Brasil: 5 jogos (3/2) - 383 min/450 min - 1 gol marcado
Campeonato Carioca: 17 jogos (17/0) -  1467 min/1530 min - 9 gols marcados


5º Dagoberto (Vasco da Gama)

Eis aqui uma das posições que ajudou no rebaixamento do Vasco da Gama, o ataque, ponto mais fraco do time. Dagoberto foi contratado para ser solução e acabou sendo um fiasco. Marcou um gol no primeiro jogo e só.

Campeonato Brasileiro - 9 jogos (9 titular) - 589 min jogados / 810 min possíveis *0 gols
Copa do Brasil - 3 jogos (3 titular/ 1 suplente utilizado) 152 min / 270 min *0 gols
Campeonato Carioca - 6 jogos (4/2) - 312 min / 540 min - 1 gol


4º - Anderson (Internacional)

Em quarto com potencial pra ficar entre os 3 primeiros, Anderson. Traiu a sua origem gremista para voltar ao Brasil e vestir a camisa do Inter, falou na apresentação que agora era Inter, mas acho que alguma coisa deu errada, Anderson não brilhou e acabou sendo um peso no orçamento do Internacional. Na balança saiu devendo demais de 2015.

Libertadores: 2 jogos (1 titular / 1 suplente utilizado ) - 55 min jogados / 180 min possíveis
Campeonato Brasileiro: 30 jogos (22/8) - 1956 min / 2700 min
Copa do Brasil: 1 jogo (1 titular) - 71 min / 90 min *1 gol marcado
Campeonato Gaúcho: 12 jogos (5/7) - 564 min / 1080 min
Total: 45 jogos, 2 expulsões, 1 gol marcado, 2646 min jogados de 4050 min possíveis, 29 jogos como titular e 16 entrando no decorrer do jogo (suplente).


3º Cristian (Corinthians)

Ê lá iá, quem diria que o campeão brasileiro teria um jogador nesta lista, mas esse daí tem passaporte, salário alto e a vinda cercada de expectativa, seria um titular absoluto do time e jogaria como nunca, porém as coisas se inverteram e Cristian não produziu como o esperado, será que em 2016 ele desponta novamente?

Libertadores: 1 jogo (1 como suplente) - 45 min jogados / 90 min possíveis
Campeonato Brasileiro: 13 jogos (5 titular / 8 suplente ) - 462 min  / 1170 min
Copa do Brasil: 1 jogo (1 suplente) - 45 min jogados / 90 min possíveis
Total: 26 jogos (14 como titular, 12 entrando no decorrer) 1278 min jogados de 2340 possíveis.


2ª Paolo Guerrero (Flamengo)

Na vice-liderança, o peruano Paolo Guerrero. Saiu do Corinthians pela porta dos fundos, assinou com o Flamengo por um valor altíssimo, começou muito bem, com direito a música da torcida, mas não se encaixou e viveu uma seca enorme de gols. Tem Muricy em 2016 pra fazer o "Muricybol" e usar a força do atacante. Mas em 2015, falhou.

Campeonato Brasileiro: 15 jogos (14 titular / 1 suplente) - 1243 min jogados/1350 min - 3 gols
Copa do Brasil: 3 jogos (3 titular) - 198 min/270 min - 1 gol
Total: 18 jogos (17 titular) - 4 gols e 1441 min jogados de 1620 min possíveis.


1º Ronaldinho Gaúcho (Fluminense)

Foi ridículo o período do R10 no tricolor do Rio de Janeiro, veio após confusão com o Vasco da Gama que chegou a anunciar que viria, mas foi para o Fluminense e acabou atrapalhando o rendimento do time carioca, após sua chegada o clube caiu de produção e amargou o meio da tabela. Ronaldinho é um exemplo de quem não sabe como terminar uma carreira, vai enrolando até não dar mais. Prêmio de papelão de 2015.

Campeonato Brasileiro: 7 jogos - (6 titular e 1 suplente) - 466 min jogados / 630 min possíveis
Copa do Brasil: 2 jogos (1 titular e 1 suplente) - 88 min jogados / 180 possíveis

E aí curtiu? Deixa nos comentários os seus nomes de decepção de 2015. Agradecimento especial ao Matheus Silveira, grande parceiro, que me ajudou neste post e a todos da página Doentes por Futebol pelas indicações dos mais de 20 nomes.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Os 10 gols mais bonitos do Brasileirão


O campeonato brasileiro de futebol de 2015 trouxe inúmeros golaços, e foi difícil escolher dez para representar os demais. Gols de primeira, do meio da rua, chutaços no ângulo... Preparei uma pequena lista com os mais bonitos. Vamos a lista!

Michel Bastos - São Paulo 4 x 2 Atlético-MG

Domínio de chaleira, chutaço do meio da rua. Foi assim o golaço do craque do São Paulo pela 35ª rodada do brasileirão, ajudando o Majestoso a faturar 3 pontos e sepultando de vez as chances do Atlético-MG de ser campeão.


Luiz Antônio - Flamengo 2 x 0 Cruzeiro

Chutaço da entrada da área, indefensável para o goleiro do Cruzeiro, Fábio. O gol, não só fechou a vitória do Flamengo, como colocou o time no G4 depois de mais de 100 rodadas. Golaço!




Paulinho - Chapecoense 1 x 3 Flamengo

Na outra rodada após seu companheiro marcar um golaço de primeira, foi a vez de Paulinho repetir a dose. A vítima foi a Chapecoense, na Arena Condá. Cruzamento de César Martins e pancada na gaveta do goleiro Danilo.




Dátolo - Atlético-MG 4 x 1 Flamengo

Assim como em 2014, o Galo fritou o Urubu na Arena Independência. O último gol, do argentino Dátolo, foi a cereja do bolo de uma vitória que deixava o Atlético na briga com o Corinthians. Após drible desconcertante em Pará, bola na gaveta de Paulo Victor.




Marlone - Palmeiras 0 x 2 Sport

Após bom toque de André, Marlone domina bem e chuta na gaveta de Fernando Prass. Golaço que abriu o marcador para vitória do Leão da Ilha sobre o Palmeiras no Pacaembu na 32ª rodada.




Renato Cajá - Ponte Preta 3 x 1 Chapecoense

O começo arrasador da Ponte no campeonato devia muito a seu maestro: Renato Cajá. E contra a Chapecoense ele fez o gol que Pelé não fez. Do meio campo, por cima do goleiro Danilo. Golaço que corou a vitória da Macaca. Uma pena que o jogo foi com portões fechados...




Ricardo Oliveira - Cruzeiro 0 x 1 Santos

Muitos duvidavam de Ricardo Oliveira quando retornou ao Santos, e ele calou os críticos. Terminou como artilheiro do ano, isso aos 37 anos de idade. Com muitos gols, destaque para esse em cima do Cruzeiro, no Mineirão. Do meio da rua, chute com a perna esquerda e que deu a vitória ao alvinegro praiano.



Vitinho - Internacional 2 x 0 Coritiba

Golaço de um dos destaques do Inter no campeonato contra o Coritiba. Após livrar-se do marcador, VItinho meteu um chutaço para estufar as redes do goleiro Bruno.



John Cley - Fluminense 1 x 2 Vasco

O Vasco lutava para vencer e respirar na briga contra o rebaixamento. O Fluminense estava a uma vitória de chegar a liderança. E deu Vasco. Com um chutaço de John Cley, do meio da rua, com uma curva sensacional. Vitória que rendeu muitas provocações de Eurico Miranda aos tricolores.



Gustavo Scarpa - Fluminense 2x0 Goiás

Um dos destaques do Fluminense na temporada, Gustavo Scarpa foi coroado com um golaço na 28ª rodada contra o Goiás. Chapéu no zagueiro e chutaço no ângulo, gol que ajudou o tricolor carioca a quebrar um jejum de um mês e meio sem vitórias.



Curtiu? Discorda? Comente outros gols que também mereciam estar na lista. Abraço!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

CBF passa por momento delicadíssimo. Entenda a bagunça na entidade máxima do futebol no país

- De Natal - RN, Brasil
O futebol brasileiro passa por mais um momento de completa bagunça. Imerso em casos escancarados de corrupção que a atual gestão da CBF tenta - desastradamente - colocar para baixo do tapete, membros do Bom Senso F.C. se posicionam contrários através de protestos e ações organizadas, de modo que escancaram ainda mais os problemas, mostrando a insatisfação de uma classe importantíssima para que o futebol aconteça: os jogadores.

Na tarde da última terça-feira (15), aconteceu na sede da entidade um dos manifestos, chamada de #OcupaCBF, que contará com a presença de Alex, ex-meia do Coritiba, juntamente com outros jogadores e ex-jogadoes, como Zico, Raí, Paulo André, Afonsinho, Djalminha e Paulo César Caju, além do técnico Paulo Autuori.

Ilustração da revolução proposta pelo Bom Senso F.C.:
 Ainda falta apoio das federações estaduais. (Foto: Reprodução)
Os protestos acontecem desde o Brasileirão de 2013, mas são tímidos os avanços. O que falta de incentivo ao futebol de base no país, transparência na gestão e moralização do futebol brasileiro, sobra de ostentação e enriquecimento por meio dos que presidem federações estaduais.

Delfin Peixoto assumiria caso Del Nero saísse, mas não é
mais o primeiro na linha de sucessão, que agora conta com um
vice-presidente mais velho que ele. (Foto: CBF)
Entenda a gestão da entidade

O atual vice-presidente da entidade, Delfin Peixoto, rompeu com a CBF e seria o próximo a assumir o posto de líder do órgão máximo de gestão do futebol em nosso país. Porém, em uma manobra suja, o presidente Marco Polo Del Nero, podendo ser banido ou renunciar ao cargo para investigação, indicou um candidato alinhado politicamente consigo.

O coronel Antônio Nunes, de 77 anos, foi o escolhido após votação envolvendo os 40 clubes das séries A e B e as 27 federações, como novo vice-presidente da entidade. Por ser o mais velhos do cargo, seria o próximo a assumir caso Del Nero deixasse o cargo.

O coronel nada mais é do que uma marionete, que Del Nero controlará por completo. Em sua primeira declaração, uma intervenção desastrosa ao dizer que "não há corrupção no futebol".

É válido lembrar que Ricardo Teixeira e José Maria Marin, assim como o atual presidente, estão sendo investigados pelo FBI e também pela CPI do Futebol, presidida por Romário.

As federações compactuam com a corrupção existente

Segundo dados divulgados pela própria CBF, apenas 3 votos dos 67 possíveis foram contrários ao nome de Antônio Nunes para o cargo. Os votantes se contentam com repasses que as mantém em funcionamento e os clubes ainda não se organizaram de maneira contrária à CBF.

Apesar da organização da Primeira Liga, que a entidade diz apoiar - até a página 5, vemos os clubes em dificuldade de se posicionar firmemente contra às intervenções que a Conferação Brasileira de Futebol aplicam no futebol do país.

Estão nos chamando de cegos

O atual presidente da entidade veio a público, na CPI do Futebol, ao lado do seu principal acusador, o senador Romário, para, categoricamente, afirmar que "a CBF nunca esteve tão aberta".

"Confesso que em nenhum dos procedimentos foi me dado o direito de saber os detalhes. Os fatos investigados datam de antes da minha gestão. Me defenderei em todos os foros adequados e não tenho dúvida da minha inocência. Tudo o que acumulei foi fruto do meu trabalho árduo," declarou Del Nero.

Romário, incrédulo com o que estava a ouvir, se mostrou impaciente e chegou a chamar o atual presidente de "ladrão". Com ânimos acalmados, a investigação continuará a acontecer.

Marco Polo sairá do comando da CBF, seja por vontade própria ou obrigado, pois sabe que mandará de qualquer forma enquanto o Coronel Antônio Nunes estiver lá. O futebol brasileiro permanece sujo e nem cuidam em disfarçar as manobras pitorescas para continuar com o poder em mãos. Respiramos por aparelhos, só não sabemos até quando. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

As 10 camisas de clubes mais bonitas de 2015

Olá amigos (leitores) do Idioma da Bola, decidi dar uma conferida nas camisas de clubes por todo o Brasil, visualizei as utilizadas neste ano desde janeiro até dezembro, me surpreendi com vários modelos sensacionais de camisas e trouxe um top 10 para vocês:


10º lugar - Camisa I do Corinthians

Para começar a lista de trás para frente, a camisa do Timão ficou com a 10ª colocação, design super simples, limpo e com gola polo. Um charme de camisa, parece que foi feita pra levantar a taça de campeão brasileiro.


9º lugar - Camisa II do ABC

Campanha pífia dentro de campo, na gestão do clube, mas no ano de centenário desastroso, uma camisa bonita, diferente das outras produzidas pelas fornecedoras de material esportivo. Um gradiente pontual no centro da camisa, com um formato simples, com poucos patrocinadores e o alvinegro tradicional. A camisa durou pouco em campo, mas foi destaque pra mim.


8º lugar - Camisa I do Ceará

Escapou do rebaixamento para a Série C com presença maciça da torcida na reta final, o "vovô", como é conhecido o clube, apresentou esta raridade de camisa, como sou fã de uniformes listrados e limpos, esse alvinegro cearense ficou muito bom. Parabéns Ceará pela bela camisa, 8ª colocação para vocês.


7º lugar - Camisa II do São Paulo

Outra camisa listrada, dessa vez do tricolor paulista, cores vivas e a Under Armour dando um toque perfeito na camisa do São Paulo. Uniforme reserva, mas bastante bonito.


6º lugar - Camisa II do Bahia

Ê Bahêa!! Que camisa linda! Um clube com história bonita, com torcida bonita e com camisa bonita. Parabéns para a Penalty, que mostrou que não precisa ser Adidas para possuir um uniforme de respeito. Camisa simples, com cores bonitas, ótimo modelo. Compraria fácil.


5º lugar - Camisa I do Palmeiras

Ainda bem que se classificou para a Libertadores pela Copa do Brasil, por aqui ficou na quinta colocação, fora do G-4. Camisa muito bonita, como a maioria produzida pela Adidas, líder de qualidade visual e material no fornecimento de material esportivo. Aqui temos um modelo que veste muito bem em qualquer um, um verde bastante bonito, com detalhes de losangos ao longo da camisa. Detalhe branco nas mangas como toque final, show de camisa.


4º lugar - Camisa III do Náutico (especial)

Uma camisa linda do Náutico, estilo meio retrô, típico da fornecedora mais tradicional do futebol mundial, a Umbro. A empresa britânica é especialista neste tipo de uniforme e caprichou para os pernambucanos. Um modelo muito bonito, além das cores tradicionais do clube, há detalhes no decorrer de todo o tecido da camisa. Todo torcedor do Náutico (ou amante do futebol) merece um manto como este.


3º lugar - Camisa I do Sport

Para iniciar o top 3, medalha de bronze para o uniforme número um do Sport. Camisa diferente de todas do Sport, mas que não agrediu de nenhuma forma a tradição do clube da Ilha do Retiro. Um brasão no lugar do escudo tradicional e uma gola polo ao invés da gola tradicional, ponto para a Adidas. Bela camisa do rubro negro pernambucano.


2º lugar - Camisa II do Internacional

Medalha de prata para o Internacional e seu uniforme away, a Nike conseguiu fazer uma camisa bonita até, uma faixa com detalhes no vermelho cruzando a camisa, com detalhes vermelhos nas mangas e na gola. Ótima combinação que deixou o Inter na vice liderança.


1º lugar - Camisa II do Flamengo

Medalha de ouro para a Adidas e este modelo incrível do uniforme do Flamengo. O uniforme mais bonito dos últimos tempos do clube carioca. Brasão com CRF (Clube de Regatas do Flamengo) bordado no peito, três faixas na horizontal com dois tons de vermelho e uma faixa negra, outras linhas claras cortando horizontalmente toda a camisa, detalhes vermelhos na cintura e nas mangas finalizam o uniforme. Sensacional. Quem quiser me dar, fiquem a vontade.

*Imagens de Netshoes e FutFanatics

Eu espero que tenham curtido o post, se não curtiram não tem problema, nada vai mudar na vida de vocês, mas vocês podem comentar logo abaixo sobre as camisas que você mais gostou na temporada e publicar o SEU ranking. Eu vou curtir.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O futebol nordestino em 2015

Imagem: Diário de Pernambuco

O ano de 2015 vai chegando ao fim e os campeonatos de futebol reservaram ótimas surpresas e pequenas decepções repetidas para os torcedores nordestinos. Para quem acompanhou de perto os times do Nordeste, viram que eles são "cabras da peste" dentro de campo, mostrando raça, bom futebol, e principalmente, voltas por cima que só vemos em filmes, e claro, no jogo com a bola nos pés.

Começando pela Série A do Campeonato Brasileiro, o único representante do Nordeste, o Sport fez um ano acima das expectativas. Com orçamento muito menor que os times do eixo RIO-SP, o Sport montou um time de renegados, jogadores experientes e caras novas, e por muito pouco não chegou a Libertadores da América. O Leão da Ilha do Retiro foi comandado em boa parte por Eduardo Baptista, hoje no Fluminense, e bateu de frente com os grandes em toda a competição, tendo ótimas campanha fora de casa e com bons números na Arena Pernambuco. Destaque da campanha para André e Diego Souza, com 12 e 8 gols marcados respectivamente.

Na Série B um time surpreendeu a todos: O Santa Cruz. Após chegar a estar na série D, em 2008, o Santinha embalou e voltou a elite do futebol brasileiro após 10 anos, com uma campanha memorável sob o comando de Marcelo Martellote. Com uma torcida altamente apaixonada, o clube pernambucano manteve ótima média de público (quinta maior média e segundo maior público do campeonato) e surpreendeu ao bater o Botafogo por 3x0 no Engenhão, levando o segundo lugar da segundona.

Ainda na Série B, o Vitória também jogará ao lado dos grandes em 2016. Após o rebaixamento em 2014, o Vitória brigou ponto a ponto com Bahia, Paysandu e Náutico por uma vaga no G4, e conseguiu a terceira colocação no campeonato, deixando o rival Bahia para trás e colocando mais um nordestino na Série A. O rubro-negro baiano também obteve ótima média de público, quarta maior da competição e o terceiro maior público do campeonato.

Ceará e Fortaleza fizeram temporadas que mais pareceram uma montanha russa de oscilações e ascensões. O Vozão ganhou a Copa do Nordeste em cima do Bahia e vingou o ano do centenário que terminou em segundo. Porém, um ano que parecia promissor não foi por água abaixo por muito pouco. O clube fez péssima campanha no brasileirão em grande parte, até a chegada do técnico Lisca, que obteve seis vitorias em nove jogos; a última, em cima do Macaé no Castelão, que salvou o clube cearense e rebaixou o time carioca em seu lugar, registrando o maior público da Série B.

Já o Fortaleza começou o ano vencendo o estadual em cima do maior rival em um jogo emocionante. Na Série C, fez-se a fé de que esse ano, o Leão voltaria para a Série B. Como nas últimas edições, o time do Pici fez ótima campanha na primeira fase, derrubando a tudo e a todos. Entretanto, na fase final foi eliminado nas quartas para o Brasil de Pelotas, calando um Castelão com quase 64 mil torcedores. Em 2016, será a sétima temporada consecutiva do Fortaleza na Série C.

Se nos outros estados tiveram comemorações, no Rio Grande do Norte o ano de 2015 ficou para ser esquecido entre os torcedores. O América, rebaixado ano passado, começou bem o ano do seu centenário, vencendo o rival ABC na final do estadual, no Frasqueirão. Montou um time forte, experiente e com nomes conhecidos, como Flávio Boaventura, Cascata, Léo Gago entre outros, mas tropeçou demais em casa e não chegou a fase final da Série C, decepcionando os alvirrubros. Já o ABC, fez um péssimo ano do começo até o fim, perdendo o estadual, contratando a torto e a direito, demitindo treinadores, afundando-se em dívidas (o Frasqueirão chegou a ser penhorado nesses últimos dias) e fazendo uma das piores campanhas da Série B de sua história, chegando a ficar 15 jogos sem vencer em seus domínios, e amargando um rebaixamento antecipado no ano do centenário.

A temporada de 2015 se encerra com boas lembranças e ensinamentos para os grandes clubes do Nordeste. Com baixíssimas cotas de TV, patrocínios escassos, erros de diretorias passadas e problemas extra-campo, os clubes da terra de Ariano Suassuna, Zé Ramalho e afins mostraram que nem só de "Rio-SP" vive o torcedor brasileiro. O futebol nordestino respira, e os admiradores loucamente apaixonados agradecem.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O futebol respira por aparelhos no Rio Grande do Norte


Olá amigos, estamos há menos de 2 meses para o começo dos campeonatos estaduais, alguns deles em crise política (RJ) e em outros os times estão desistindo por falta de verba (RN), outro dia já escrevi sobre os patrocínios de prefeituras para clubes de futebol, agora com a ausência das verbas, os times começam a desistir de atuar na edição de 2016.

Problemas

O Santa Cruz foi o primeiro a sinalizar com a saída da edição 2016 por fatores financeiros. O principal patrocinador do clube, a prefeitura municipal, não vai poder investir no time na próxima temporada e o presidente já sinalizou a retirada do time que começou a atuar no campeonato na década passada.

O Potiguar de Mossoró e o Corintians de Caicó são dois candidatos a também sinalizarem suas retiradas do campeonato de 2016. Se isso acontecer, apenas 7 times vão disputar o certame. Ambos com problemas financeiros.

Ausência de atenção da CBF

A CBF que vive uma de suas piores crises políticas da história, contando com investigação dentro e fora do Brasil, não tem criatividade para criar uma estrutura de vida para os clubes de futebol profissional no Brasil. Um clube que sobrevive para atuar um mês e meio, no máximo dois meses de campeonato, não vai resistir mais cedo ou mais tarde.

No Rio Grande do Norte, esses clubes que atuam no primeiro turno e não consegue a classificação, não jogam mais o restante do ano, isso contabiliza um ou dois meses de preparação de elenco, pagando salários e contendo custos normais do clube, para atuar um mês e meio. Como querer que um clube viva assim por anos?

Cedo ou tarde os clubes iriam cair perante a ausência dos recursos de prefeitura e governo do estado. A CBF, que tenta ressurgir além das prisões e investigações de corrupção, terá que pensar e repensar ações para todos os clubes profissionais possuírem um calendário que possa sobreviver o ano inteiro, mesmo que seja torneios regionais de pontos corridos, mas com apoio da entidade máxima do futebol nacional, que possui muito, mas muito dinheiro para isso.

Fica o sentimento de tristeza com o campeonato se desmanchando e uma CBF sufocada pela corrupção. Que venham dias melhores. (Comenta ~ é de graça ~).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Santos era melhor, mas isso não importa na Copa do Brasil

Foto: Diego Padgurschi/Folhapress
A Copa do Brasil terminou, mas as discussões se estenderão até o dia em que outra discussão tome de conta das mesas de boleiros. Pra início de conversa, Ricardo Oliveira tem que fazer careta sim, se perder, tem que resistir as piadas também. O futebol tem que ter isso mesmo. Se vocês acabarem com as provocações, acabem com o futebol também. Vamos aos fatos:

O Santos era mais time que o Palmeiras? Sim. Isso garantia o Santos ser campeão? Não.

A Copa do Brasil não é e quase nunca foi do melhor time da temporada, raramente isso acontece, talvez em 2003 tenha acontecido quando o Cruzeiro foi campeão e conquistou a tríplice, era o melhor time do Brasil. Em 2015, assim como nos últimos anos, o torneio foi conquistado por um time mediano. Em pontos corridos somos justos sim, mas a Copa é para lembrar que o futebol é uma caixinha de surpresas.

O Palmeiras merecia ser campeão?

Ontem vi muitos falarem sobre a partida no Allianz Parque como prova de que o Palmeiras merecia ser campeão pela atitude e etc. Amigos, pela atitude na Vila Belmiro, o Santos merecia ser campeão também, foi ofensivo, buscou o gol, mas parou em Prass e na falta de pontaria de seus jogadores. São duas finais, o Santos foi melhor no primeiro jogo (1 a 0), o Palmeiras foi melhor no segundo jogo (2 a 1), ir para os pênaltis era a forma mais justa de acabar esta final de Copa do Brasil.

De um lado a garra e a vontade de um elenco, que mesmo com um alto volume de jogadores e troca no comando técnico não rachou no decorrer da temporada, do outro um time que ressurgiu com a chegada de Dorival Jr. após quase brigar contra o rebaixamento e criou uma identidade de um time bonito de ver jogar.

Mas nada disso importa na final de um torneio, tenho até a impressão de que quem jogasse em casa ganharia esta final, parabéns ao time do Palmeiras que mesmo sofrendo gol nos últimos minutos, manteve a confiança e executou com perfeição quase todas as cobranças (com exceção de Rafael Marques), quanto ao Santos pagou por abrir mão da vaga para a Libertadores no G4 do campeonato brasileiro.

Considerações (vale nota)

O que pegou bola o Fernando Prass, como apoiaram bem Zeca e Victor Ferraz. Gabriel precisa baixar a bola nas palavras. Rafael Marques não é nível Palmeiras. Nilson não deve ser taxado de vilão. Dudu pagou a contratação. Que festa nas ruas ao redor do Allianz Parque da torcida do Palmeiras, parecia ~os tempos de outrora~.

E mais uma vez fica a vontade de possuir uma Supercopa do Brasil, teríamos Palmeiras e Corinthians, assim como no ano passado poderíamos ter tido Atlético Mineiro e Cruzeiro.

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sábado, 21 de novembro de 2015

Absurdo com o madridismo!



Bem amigos, há muito tempo não escrevo neste blog, mas o jogo de hoje entre Real Madrid e Barcelona me deixou muito incomodado como futuro educador físico, como Madridista, como fã do futebol. A apatia do clube merengue com relação ao jogo foi absurda, a falta de liga era notável. Reflexo de um time mal treinado e sem comando.

Rafa Benítez já esboçou ouvir imprensa e torcida no Chelsea e fez um papel ridículo por lá, perdendo até pro Corinthians na final do Mundial de Clubes, parece que não tem identidade própria e não aguenta pressão, muda o time de acordo com o humor do torcedor e da imprensa.

Para o clássico errou feio, colocou um time ofensivo, quando este time ofensivo não jogou assim na temporada, deixando Casemiro fora do jogo, sim, ele mesmo, tão renegado no SPFC, amadureceu no Porto e consegue ser um ótimo jogador no Real Madrid, mas foi barrado para o tão perfeito time na cabeça do treinador e da torcida, mas não era assim e não é assim.

Você não pode decidir enfrentar um Barcelona ou um Bayern com um time totalmente exposto sem usar isso para alguma coisa positiva, quando fomos campeões da europa tínhamos um time ofensivo, mas um time equilibrado e com um Di Maria voando. Fazendo com que o jogo na frente segurasse a atenção na área defensiva do adversário.

Com Ancelotti o Real Madrid venceu por 3 a 1 em casa e perdeu por 2 a 1 fora de casa, placares dignos de clássicos mesmo, mas nunca vimos um Real Madrid sem comando e sem padrão de jogo como vimos hoje.

Visível que Messi entrou para respeitar o Real Madrid e controlar o jogo, pararam nos 4 a 0 por que quiseram de fato, ficou bem óbvio isso, não forçaram jogadas, as que aconteceram após os 3 a 0 foram no embalo do time, meio que sem querer mesmo. Quantas vezes a TV mostrava 5 ou 6 jogadores do Real Madrid feito bobos na zona defensiva, algo aconteceu hoje e não parece haver grupo no Real.

Hoje vimos a burrice do Real Madrid em trocar Carlo Ancelotti por uma aventura com Rafa Benítez (apenas pelo motivo dele ser espanhol), vimos um clube gigantesco refém de um time sem espírito, sem coordenadas, a torcida foi refém, foi fuzilada no peito sem chances de reação, foi jogo para torturar o madridismo.

Senhor Florentino Perez, obrigado por todas as contratações estrelares, sem você não iríamos ver alguns craques históricos com a camisa mais pesada do mundo, mas agora estamos em um futebol moderno, onde a filosofia é necessária, o padrão é necessário, o trabalho é necessário. Não adianta comprar no Google Play ou Apple Store, isso é construído e trabalhado.

Que não façam mais isso com uma das camisas mais pesadas do futebol mundial. E quanto ao Barcelona, depois escrevo algo. Sobre Cristiano Ronaldo também escrevo depois.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Viagem ao templo do futebol


A história a seguir bem que poderia começar com o famoso “era uma vez” dos contos de fadas e um “e foram felizes para sempre”. De fato, esses contos às vezes relatam coisas tão utópicas (uma velhinha ser comida por um lobo, abrir a barriga do bicho e ela ainda está lá, tricotando e pensando na vida) que acabamos esquecendo que os sonhos são reais, e que eles existem e podem sim ser realizados.

Aquele menino da rua Major Servulo, da Eliza Batista e de vários outros locais tinha um sonho que para ele era algo inalcançável: ver seu time jogar no Maracanã, ver a camisa imponente rubro-negra entrar por aquele gramado e levar várias pessoas ao delírio e a gritar quase que como loucos, empurrando os jogadores para a batalha em questão. 

Naquele dia, acordou cedo, andou nas ruas movimentadas do Rio de Janeiro, mas a cabeça estava apenas em um lugar.

Entardeceu e logo o menino chegou em casa. Comeu rapidamente, tomou seu banho e esperou dar a hora da tão sonhada partida para o jogo. O tempo parecia não andar, como uma tartaruga parece não se locomover numa praia deserta.

Chegou a hora.

A cada passo dado rumo ao estádio, sabia que um dos maiores sonhos de sua vida estava ali, a poucos metros de distância, como uma nota de 100 no meio da rua, só esperando o primeiro felizardo a pegá-la.

Desde a chegada, já sentia a incrível energia do Maracanã. Ao pisar na arquibancada, viu seus ídolos entrarem em campo, gritou junto da torcida, bateu palmas incentivando e emocionou-se diante de todo aquele momento inigualável.

O criador se encontrava com a criatura. Flamengo e aquele flamenguista apaixonado, de mudar de humor e até de dormir mal ante a situação do seu esquadrão.

Os deuses do futebol sentiram todo aquele momento, e perceberam que aquilo não era simplesmente um torcedor que comumente ia ao palco em questão. Mas sim um dos muitos fiéis, dos que vestiam a camisa mesmo na derrota, e que faziam questão de dizer que era rubro negro acima de tudo.

A vitória não veio. Infelizmente. Derrota para o maior rival.

Contudo, para aquele torcedor a maior vitória foi de viver aquele momento, sentir aquela vibração e respirar o ar sagrado do Maracanã. Que desgosto seria se faltasse um Flamengo nesse mundo tão bem feito por mãos cuidadosas...

Este garoto que realizou tal sonho é este que vos escreve, com lágrimas nos olhos.

Sou mulambo. Sou acima de tudo, rubro-negro.

Mas acima de tudo, Sou Flamengo até morrer.

ÍCARO CARVALHO, 22/08/2015. Texto escrito em seu retorno de uma viagem do Rio de Janeiro, viagem a qual teve o prazer de conhecer o Maracanã e ver um Flamengo x Vasco.

domingo, 16 de agosto de 2015

O preço de se voltar ao passado


Tudo na vida tem um preço. Todos sabemos disso. Não falo de coisas palpáveis, mas de bens simbólicos ou de um valor alto perante a sociedade. No futebol não é diferente. 

Nessa linha de pensamento, após um mandato vergonhoso de Roberto Dinamite, Eurico Miranda voltou ao comando do Clube de Regatas Vasco da Gama, para recuperar prestígio, sanar dívidas e colocar o Vasco no patamar o qual ele estava. 

Nos parâmetros do futebol atual, esse tipo de cartola não dá liga (pela prepotência, mandato altamente ditatorial, etc). Até entendo o lado do torcedor: foi com Eurico que o Vasco ganhou Libertadores,  Brasileiro (vale ressaltar que aqui o atual mandatário era vice-presidente, contudo, com alto poder dentro do clube). A sede por títulos fala mais alto, visto em conta que o mais expressivo do Vasco nesses últimos anos foi a Copa do Brasil em 2011.

O próprio cartola cometeu inúmeras fanfarronices, como quase anunciar Ronaldinho e Léo Moura, afirmar que esse time iria brigar pelo título, pedir para a torcida boicotar compra de ingressos contra o Fluminense, que se o Vasco cair ele vai morar na Sibéria...

Atos todos que provocam eternas gozações dos rivais e acabam por ridicularizar ainda mais um time que caiu duas vezes nos últimos 5 anos. E está encaminhando a terceira caso um milagre não ocorra.

E sabe aquele preço? Eis a conta: São míseros, pífios 13 pontos ganhos em 19 rodadas (57 pontos disputados). Goleadas sofridas em casa, atuações ridículas e jogadores que parecem não saber do valor que a cruz de malta tem. 

O respeito voltou. Eurico também. 

Vá para a Sibéria meu caro cartola, é o melhor que você pode fazer pelo Vasco.

Saudações do blog Café Esportivo.

domingo, 9 de agosto de 2015

Não quer ajudar, tudo bem, mas não atrapalhe!


Olá amigos do IDB, venho escrever algumas linhas sobre a dona RGT, conhecem? Não? Pois é, seria assim que a Rede Globo de Televisão se identificaria se utilizasse o padrão das transmissões no ramo esportivo. O Allianz Parque se transforma em Arena Palmeiras, a Red Bull Racing se transforma em RBR, Red Bull Brasil em RB Brasil, Arena Itaipava Fonte Nova se transforma em apenas Fonte Nova, são três exemplos claros da atitude da emissora em omitir os nomes das marcas que pagaram caro em adquirir os "naming rights".

Na imagem de introdução deste post você pode visualizar a edição da equipe dos canais SporTV, alterando o escudo e o nome do clube paulista Red Bull Brasil, retirando o nome da marca no escudo e abreviando o nome do time. Abaixo disso, alterou o nome do Allianz Parque para Arena Palmeiras, como citei na introdução.

Fico decepcionado com este tipo de atitude. Fragiliza todos os projetos que necessitam do apoio dessas empresas, em sua maioria, multinacionais para dar suporte financeiro ao clube e evoluir posteriormente. A RGT costuma adquirir quase todos os campeonatos nacionais, fazendo o mesmo procedimento em qualquer oportunidade.

Agora a própria Itaipava planeja deixar as arenas do Brasil, por não valer a pena a compra dos "namings rights". O Palmeiras mesmo com todo o projeto de marketing para o nome Allianz Parque, com a principal mídia do país agindo contra, tem certa dificuldade de emplacar o nome, mas certamente tendo mais sucesso do que qualquer outro projeto no Brasil.

Infelizmente, muitos clubes (quase a maioria) dependem das cotas de TV e são reféns da RGT, mas fica a indignação dos torcedores e dirigentes desses clubes com a conduta da emissora em não pronunciar as marcas. O lado bom é que outras emissoras vêm ganhando espaço no decorrer dos últimos 3 anos, entrando na briga para adquirir os direitos de Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil, etc.

Espero que tenha sido útil para quem não sabia que isso acontecia, para que fiquemos mais de olho neste tipo de coisa. Fica a dúvida também de como a RGT identificará uma possível mudança de nome no estádio do Corinthians, que já é conhecido por Itaquerão e um estádio novo do Flamengo com uma possível parceria. Talvez os dois clubes forçando uma mudança de conduta, algo aconteça, por enquanto tudo continua do mesmo jeito e os clubes perdem valor para negociar imagens de seus cenários.

Se você souber de mais exemplos deixe nos comentários do post ou da nossa página do Facebook.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Quando o pior não é o atacante perder gol sem goleiro


Não tem nada pior do que o sentimento de incapacidade, pois é, o torcedor de futebol muitas vezes se sente incapaz de ajudar o seu time. Aqueles dias que a bola bate na trave quando nem o goleiro estava ali para ser uma barreira, o seu melhor jogador vai errar passes, o seu atacante perderá o tempo de bola, seu volante será expulso e o seu goleiro sofrerá um gol com falha grotesca, porém se eu te disser que o pior não é isso tudo?

Então, tudo que citei acima é de gerar ódio, mas tudo será substituído se um gol aparecer, mas ele não surge apenas com troca de passes dentro das quatro linhas, é algo a mais que isso, é sintonia desde o porteiro do CT até o presidente do clube, quando não há sintonia, não há vitória. E o pior é quando a politicagem rouba toda a magia do seu clube e o transforma em uma vergonha dentro e fora de campo.

Vocês podem encaixar diversos clubes em crise neste contexto, porém vou trazer o ABC Futebol Clube para o modelo que criei aos poucos durante o post, pois é, simplesmente uma série de erros amadores vem afastando a torcida do estádio e afundando o time na Série B do Campeonato Nacional e pior, em ano de centenário.

Alguns pontos recentes para refletir a crise alvinegra:

> O time não ganha há mais de 100 dias no próprio estádio e a diretoria não fez (sequer) promoção de ingressos, finge que nada acontece em sua casa.

> Os únicos três pontos que apareciam estavam fora de casa, mas a diretoria demite o treinador que era responsável por tais pontos, agora nem ponto de empate aparece.

> Em ano de centenário é época de festa, correto? Correto, desde que o time esteja pelo menos honrando a camisa dentro de campo. Quando não, é muito incoerente anunciar festa depois de 10 jogos seguidos sem vencer em casa e após a derrota para o lanterna da competição que não vencia há 12 jogos no campeonato.

> Fazer jogo comemorativo contra o Corinthians (clube muito tradicional certamente) com preços exorbitantes e ficar postando vídeo sobre o Corinthians para chamar a torcida, como se alguém se importasse com a opinião de Tite, Danilo ou seja lá quem for para ir assistir ao ABC. Menosprezo com o próprio clube.

> Organizar uma festa para a torcida alvinegra comparecer ao estádio para comemorar o centenário, porém cobrar incríveis 100 reais para o lugar mais simples da festa (leia-se pista).

> Criar uma camisa comemorativa dos 100 anos com um preço abusivo, afastando a maioria dos torcedores da possibilidade de possuir, inclusive nem ficou tão bonita assim.

> E o pior, saber que existe uma crise gigante e fingir que não existe, não usando os meios de comunicação para dar satisfação ao torcedor, utilizando as redes sociais para chamar a torcida para o próximo jogo como se não estivesse acontecendo nada.

Enfim, há vários outros motivos pelos quais o ABC está sofrendo, mas fica o sentimento de incapacidade, de enxergar alguém pegando o que é seu e bagunçando, sem deixar nenhuma tinta de honra. Vamos chegando ao final do primeiro turno e o clube ainda nem sequer venceu em casa (no ano do tal centenário) e a diretoria finge que não existe nada. Infelizmente, o futebol brasileiro está cheio de pessoas assim, na verdade toda esquina tem gente assim.

Talvez a chave para mudar a sociedade brasileira seja admitirmos mais os nossos erros e tentar consertar em tempo hábil, ao invés de enrolar, jogar a maquiagem e deixar que outra pessoa descubra e tente limpar o que você sujou. Nós podemos mudar a nossa mania de "jeitinho brasileiro", mas antes precisamos admitir o erro e consertá-lo!

Se você é torcedor de um clube vítima de pessoas sem honra, não abandonem o seu clube, ame-o mais, por que é no momento de doença que nós precisamos dar mais auxílio a quem amamos. Com o seu clube do coração não é diferente, há vários vírus e bactérias nos corredores, mas têm prazo de validade, só a torcida pode combater este mal.

Se gostou do texto compartilhe, indique para um amigo ou apenas curta. Um abraço a todos.